Autora: Carolina Munhóz
Editora: Rocco
Ano: 2015
Páginas: 272
Gênero: Juvenil
Resenha por: Luísa
Nota: ★★

Emily O'Connell nunca imaginou que pudesse ter um toque de ouro. Herdeira de uma das marcas mais luxuosas de sapatos e bolsas haute couture do mundo, sorte e glamour praticamente correm no sangue de sua família. Um dia, porém, Emily percebe que sua sorte talvez seja muito maior do que imagina. Na manhã seguinte ao feriado de St. Patrick, após ganhar milhões em uma noite de jogatina, a garota se vê vítima de uma tentativa de estupro. O que a tira das estatísticas policiais, no entanto, é a forma como ela consegue se livrar quase magicamente do perigo. Tudo se complica quando Emily conhece o misterioso e encantador Aaron Locky. Afinal, que segredos ele esconde por trás de seus cabelos compridos e de sua risada irônica? De algum modo, Aaron exerce sobre ela uma atração irresistível, como se uma aura de poder os cercasse e os unisse. Ele tem muito a ensinar a Emily, mas, entre todas as coisas, ela nunca imagina que poderia estar envolvida em uma tradição secular lendária.

Por um toque de ouro é o primeiro livro da série Trindade Leprechaun, nova aposta da autora Carolina Munhóz, e conta a história de Emily O'Connell, herdeira de uma das marcas mais luxuosas de sapatos e bolsas do mundo. Ela vive Dublim, a capital da Irlanda e sede das lendas e mitos sobre Leprechauns, aqueles homenzinhos vestidos de verde que considerados guardiões da localização de vários tesouros escondidos. A garota sempre teve uma sorte inacreditável e o dom de obter sucesso em tudo que fazia, desde mínimas coisas cotidianas até a criação de novos modelos de acessórios para a empresa dos pais, porém, de uns tempos pra cá sua sorte vem sido posta em jogo após conhecer o misterioso Aaron Locky, o qual exercia uma grande atração em Emily, deixando a intrigada. 
Eu não sei se a escrita da Carol já era assim, e eu nunca tinha reparado, ou se ela mudou isso para esse novo livro, mas eu percebi a riqueza dos detalhes, eu sou suspeita para falar porque eu amo saber cada detalhe de cada cenário ou sentimento dos personagens, mas eu simplesmente amei cada informação extra que foi adicionada a história. Existem alguns momentos em que os personagens estão passeando pela cidade e passam por alguns pontos turísticos ou até mesmo vão a restaurantes famosos e eu simplesmente me senti visitando todos esses lugares junto com eles, porque além de falar como era cada cantinho do local ainda foram acrescentadas algumas curiosidades e fatos da história de cada local. 
A única coisa que podemos dizer que eu não gostei foi o final da história, eu já tinha deduzido como iria acabar a história mais ou menos na metade do livro e eu acertei, mas eu acho que isso é mais uma coisa pessoal, já que a maior parte das pessoas que e eu conheço e leram esse livro ficaram surpresas com a conclusão.
Minha nota é 4 estrelas e 3 corações. 


Olá!
Está chegando o Natal e gostaríamos de presentear cada um dos nossos seguidores, mas como isto seria difícil, faremos o sorteio do livro "Vitrais: Contos do Invitro", escrito por 10 autores rio-grandinos.

A expressão In vitro, do latim, conceitua procedimentos biológicos desenvolvidos em ambientes controlados e fechados de laboratório e, normalmente, em recipientes de vidro. O projeto "Invitro - laboratório de escrita criativa" apropria-se dessa ideia do mundo da ciência e  movimenta para o campo da produção literária com a intenção de propor diálogos entre pessoas interessadas em questões de leitura, de escrita e de circulação da leitura. O Invitro começou em 2012, como proposta do Coletivo Fita Amarela, e, atualmente,constitui o núcleo literário da produção artística rio-grandina. Mundo Moinho Casa das Artes, composto por dezesseis integrantes maior ou menos fixos, que se encontram periodicamente. A intenção é que, a partir das reuniões, o grupo de escrtores se experimente e se expresse de maneira colaborativa, compartilhe vivencias artística, discuta processos criativos e elabore novas obras individuais e/ou coletivas, evidenciando o potencial literario dos participantes.

Sortearemos este livro através do site Sorteador, mas para participar você precisa cumprir estas regras:

  • compartilhar esta publicação no facebook (de modo público para podermos ver);


  • ser membro do nosso blog, é só clicar em "participar deste site" e fazer login;


  • responder o formulário abaixo.


Autora: Jennifer Brown
Editora: Gutenberg
Ano: 2012
Páginas: 272
Gênero: Juvenil
Resenha por: Luísa
Nota: ★★

E se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também caba salvando a vida de uma colega que maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio.
Depois de muito ler e ouvir elogios sobre este livro, resolvi me render a história que conta os relatos de uma jovem que sobre bullying. Infelizmente, esta é uma realidade para muitos adolescentes no Brasil e no mundo. Estes, assim como os jovens que cometem esses atos, sem dúvida alguma deveriam ler este livro, até de trás pra frente, pois nele podemos ver todos os sentimentos, inseguranças e traumas de uma vítima. 

A história começa com alguns jornais locais, todos eles falavam sobre a mesma coisa: o massacre do colégio Garvin. Na manhã do dia 02 de maio, Nick Levis ouviu sua namorada falar sobre alguns valentões que quebraram o mp3 dela e isso foi a gota d'água para ele, que sacou sua arma e matou muitos de seus colegas, professores e até mesmo funcionários do colégio. Após sabermos sobre isso, o livro nos direciona ao passado e ao presente diversas vezes, mostrando um pouco sobre as vítimas, sobre Nick e principalmente sobre Valerie. Ela sofria bullying desde o início de sua vida escolar, tinha apelidos maldosos e anotava o nome de todos os seus agressores em um caderno, chamado "A lista negra", este foi usado por Nick, como base para os assassinatos. No dia do massacre, Val foi atingida com um tiro na perna enquanto tentava parar o ato, com isso, ela acabou salvando a vida de uma das garotas que cometia bullying com ela. Por poucos ela foi considerada uma heroína, que parou os assassinatos e salvou a vida de muitas pessoas que estavam no local, mas por muitas outras pessoas, ela não é nada mais nada menos que a culpada por tudo, já que teoricamente ela escolheu as vítimas. Mesmo com a população divida, Valerie volta para a escola, após se recuperar e, se a convivência no colégio já era péssima, agora tinha ficado pior, ainda mais com toda a mídia divulgando que tudo estava bem, que todos se amavam e que o bullying era uma coisa do passado.
Sempre li muitas resenhas e ouvi muitas pessoas endeusando este livro e sua autora e, em partes, eu concordo já que adorei a forma como a história foi contada, pois não ficou nem pesada, nem leve, estava na medida certa. Acredito que "A lista negra" seja um ótimo livro para trabalhar nas salas de aula, principalmente agora que cada vez mais estão divulgando campanhas anti-bullying.



Autor: Jane Hawking
Editora: Única
Ano: 2014
Páginas: 448
Gênero: Biografias e Memórias
Resenha por: Leila
Nota: ★★★ + 

Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos - entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma Breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia  a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais proximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida. O livro que inspirou o emocionante filme A Teoria de Tudo.

Comecei a ler "A Teoria de Tudo" cheia de expectativas, pois, antes de começar a leitura, havia visto o trailer do filme, que me deixou bastante emocionada! Pensei na hora: preciso ver este filme, mas antes, quero ler o livro.
Foi bem interessante "ver a vida" de Stephen Hawking, numa outra perspectiva, pois o livro foi escrito pela Jane Hawking. 
Ela começa descrevendo como o conheceu, bem no início de sua vida escolar e depois, como se apaixonou por ele. Conta como soube de sua doença, antes de se casar, e de como várias pessoas se opuseram ao seu casamento, pois previam uma vida difícil e curta ao casal, visto que, pessoas com esclerose lateral amiotrófica normalmente têm poucos anos de vida. 
Descreve como foi seu casamento, suas dificuldades e superações. Fala sobre a chegada dos filhos, do seu imenso trabalho e esforço, de como muitas vezes "se anulou", deixou de fazer o que gostaria para poder atender sua família. Mostra Stephen, determinado, que contraria todas previsões médicas, conquista espaços no mundo acadêmico, dá aulas e palestras em diversos lugares do mundo.
Mas, ao ler este livro, muitas vezes parecia que a Jane contava a vida de outra pessoa. Sentia como se ela estivesse olhando tudo como uma espectadora, do lado de fora da situação e senti falta de emoção. Sim! Pensei que este seria um livro para ler, se emocionar, chorar, mas não foi assim. Por isso, me decepcionei um pouco... É claro que, em algumas partes, me emocionei, ainda mais que minha madrinha também tem uma doença degenerativa, chamada  Machado Joseph e foi impossível não lembrar dela, fazer comparações, lembrar de várias situações que vivi com ela. Mas mesmo assim, senti falta da paixão, que envolve as pessoas das quais amamos, por isso minha avaliação foi 3 estrelas e 2 corações.




Autora: David Levithan e Rachel Cohn
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Páginas: 256
Gênero: Juvenil
Resenha por: Luísa
Nota: ★★

Uma análise bem-humorada sobre relacionamentos. Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi é irresistível, todos que cruzam seu caminho acabam se apaixonando. Mas ela sempre amou apenas o único cara que não pode ter: seu melhor amigo gay. E Ely é um conquistador barato que gosta de brincar com os sentimentos dos meninos até finalmente conseguir se apaixonar. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo™ - a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo™ protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que... Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.
Conheci o livro "Naomi e Ely e a lista do não beijo" por causa do filme homônimo que foi lançado este mês, estrelando Victoria Justice e Pierson Fodé, e é claro que não perderia a oportunidade de ler antes de assistir a adaptação, pois adoro assistir filmes gerados por livros. Estava esperando um livro bem vazio e imaturo, e na maior parte ele realmente é assim, pois é completamente juvenil. O livro conta a história de Naomi e Ely, que são amigos desde sempre. Eles passaram por tudo juntos, infância, adolescência e agora são jovens adultos curtindo a faculdade e todas as festas que podem frequentar. Desde pequena, Naomi sonhava e planejava sua vida adulta com Ely, o casamento, os filhos, o apartamento só deles, e por um tempo Ely até levou a sério, mas depois de assumir ser gay, pra ele, um relacionamento entre os dois só poderia ser amizade. E por falar em sua sexualidade, é claro que eles tinham que criar alguma regra para não acabar com a grande amizade, já que ambos se relacionavam com homens. Disso surgiu a Lista do não beijo™, que se resume basicamente em uma relação com todos os nomes de garotos que os dois poderiam se interessar. O problema é que o atual namorado de Naomi, o Bruce segundo, não estava na lista, e essa foi a desculpa de Ely, após beijar o namorado da amiga. A relação entre os dois fica completamente conturbada e a "bolha Naomi & Ely" é estourada, resultando até mesmo uma divisão da cidade.
Eu pessoalmente gostei do livro, é uma leitura rápida e divertida, ótima para dar algumas risadas. Também têm muito romance e drama durante o enredo, então é um livro que agrada a várias pessoas. Minha nota é 4 estrelas e 2 corações.


No sábado, 26 de setembro de 2015, estivemos numa loja em Porto Alegre para um encontro com os autores Carolina Munhóz e Raphael Draccon. Este evento começou às 18h e, através de um bate papo com os escritores, seus fãs puderam realizar perguntas e saber como os dois se conheceram, seus planos para 2016 e 2017, como o projeto de uma parceria entre os dois, a possibilidade do quarto livro de Dragões de Éter, a continuação das trilogias começadas por eles, neste ano e no ano passado, uma conversa sobre a nova série da globo escrita pelo Raphael (Supermax), o motivo da inspiração deles para começar a escrever, técnicas de escrita e dicas para quem está começando um livro e não consegue terminar e muito mais.  
Nós ficamos encantadas com a simpatia, atenção e carinho com que tratavam cada uma das pessoas presentes, fazendo com que todos se sentissem especiais. Vamos falar um pouco mais sobre isto, dando exemplos concretos: o Raphael chamou a Luísa, pois percebeu dois de seus livros em sua mão e, enquanto os autografava, comentou que seus All Star eram realmente "star", pois eram com lantejoulas (risos). Depois perguntou se ela o conheceu através da Carolina, pois, muito astuto, percebeu que estava com seis livros desta autora. E não parou por aí, continuou conversando, perguntou se ela acompanhava o Snapchat dos dois.
Depois, a Luísa foi para a "fila da Carol", que ao ver seus seis livros para serem autografados, prontamente levantou sua mão e falou "Hi5!". E depois, perguntou para a Luísa, qual era seu favorito, que falou da dificuldade em eleger apenas um. A Carol disse que entendia, que era como perguntar a uma mãe qual era seu filho predileto... Mas ao ouvir que "Feérica e "Por um toque de ouro" eram fortes concorrentes a melhor história, repetiu o gesto do "Hi5!", pois adorou a escolha!
A Carol pediu que postasse sua opinião sobre os livros e a Leila disse que fariam isto, com certeza, aqui. Quando ela descobriu que tínhamos um blog, que já havíamos postado algumas resenhas e que tínhamos viajado cinco horas, de Rio Grande à Porto Alegre para ir até o evento e mais, que chegamos 3h antes na loja para garantir o lugar na primeira fila, gravou um snap conosco!!! Confira:

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E para finalizar, percebemos que escreveram uma dedicatória diferente em cada livro. É muito carinho, não concordam?  



Você já ouviu falar sobre os 10 direitos imprescritíveis do leitor, segundo Daniel Pennac? Esses foram algumas das “regras” escritas em 1994.

  1. O direito de não ler.
Porque segundo Pennac, se não houvesse outra opção ler seria uma obrigação e não um prazer.
  2. O direito de pular as páginas.
Todos tem o direito de pular algumas páginas que acha que não irão agregar nada.
  3. O direito de não terminar de ler o livro.
Afinal, ler não é uma obrigação. Começou a ler um livro e está legal? Continua. Achou ruim, sem conteúdo, uma leitura arrastada, ou afins? Simplesmente abandona.
  4. O direito de reler.
O reencontro com uma história que nos fez bem a um tempo atrás sempre é bom.
  5. O direito de ler, não importa o quê.
Ler sem julgamentos, não importa se é um clássico da literatura ou uma simples fanfic.
  6. O direito ao “bovarysmo” (doença textualmente transmissível).
O termo “bovarysmo” baseia-se na figura de Madame de Bovary, que se identificava tanto com as personagens dos livros que lia e chegava a agir como elas, isto quer dizer que devemos deixar livres nossos sentimentos durante a leitura de um livro.
  7. O direito de ler não importa onde.
Ler no carro, no intervalo da escola, no metrô, em casa ou na rua, um livro físico ou um eBook, não importa onde estamos lendo, o importante é estar sempre com uma história na cabeça.
  8. O direito de “uma frase aqui e outra ali”.
E quem disse que precisamos ler inicio, meio e fim? Temos direito a ler somente uma frase, um parágrafo ou uma estrofe.
  9. O direito de ler em voz alta.
Ler um texto ou um livro em voz alta simplesmente para ouvir o exato som das palavras.
  10. O direito de se calar.
     Afinal, ninguém é obrigado a compartilhar suas leituras com ninguém. 


Oi!
Não quis atualizar o "status da montagem" do quebra-cabeças mais seguidamente, pois pensei que poderia ficar cansativo, mas hoje estou muito feliz de poder contar que ele ficou lindo! É verdade, já terminei.
Se contei para vocês os desafios pelo qual passei no início, a demora que foi para encontrar as peças que compunham a borda dele, depois separar as peças pela cor (e era um mar de peças! kkkk). Depois de separar cada cor em um saquinho diferente e ainda separar as peças da mesma cor, pelo formato e tudo isto, sem muito espaço, pois ele é ENORME, conto agora outras situações não tão fáceis pelas quais precisei passar! Muitas peças eram tão parecidas, tão gêmeas univitelinas, que confesso ter percebido que estavam trocadas dias depois de tê-las encaixado... Tinham duas "gêmeas", em especial, com uma pequena diferença na tonalidade da cor, que só após ter uma boa parte montada, olhei e pensei: "que estranho! A tonalidade desta peça está destoando das outras!" E após uma observação mais minuciosa, percebi que estavam no lugar trocado.
Mas apesar das dificuldades, não desisti! Escutei muitos dizerem que isto era coisa para loucos, que deveria forçar o encaixe das peças, para terminar mais rápido e, se necessário, cortar algum pedacinho ou pintar alguma peça! Escutei muitos absurdos!
Além de todas estas dificuldades naturais, que todas as pessoas que montam quebra-cabeças passam, tive mais um desafio: mudei de casa! E as decisões acabaram ocorrendo muito rápido, assim como a mudança.
Vocês não imaginam minha tristeza, ao chegar em casa um dia para almoçar e ver que uma parte muuuito grande dele estava desmontada!!! Minha mãe, uma senhora idosa, pediu ajuda aos vizinhos para fazer suas trouxas de roupas para a realização da mudança, pois trabalho o dia todo e não queria me esperar e pensava que iria me sobrecarregar com mais este trabalho. Então, nossos antigos vizinhos, sempre muito solícitos, foram ajudá-la, mas acabaram esbarrando numa das pontas do eucatex, que eu usava como base para o quebra-cabeças, mas que ficava além da mesa. Quando cheguei, vi aquele baita pedaço desmontado e que eles jogaram as peças que caíram e desencaixaram em vários lugares. Algumas, inclusive, ficaram longe do seu lugar de origem. Fiquei, por alguns instantes, desnorteada! Não sabia se procurava remontá-lo ou se começava a encaixotar tudo para a mudança. Pensei em fotografar, registrar a "desgraça", mas, o que estava feito, estava feito! O tempo não volta atrás. Não adianta ficar se lamentando, se queixando, chorando, fotografando. Tudo isto, só faz com que desperdicemos mais nossas energias. O jeito é ver o que podemos fazer, pensar nas soluções e seguir adiante. Foi o que fiz!
Depois de muitos dias sem quebra-cabeças, pois após a mudança, precisei arrumar e limpar a casa "nova", fui recomeçar. Ao desenrolá-lo, mais susto e tristeza: por ter ficado muito tempo abandonado, a parte que se infla para enrolar o quebra-cabeças, acabou se esvaziando e, como resultado, percebi que mais algumas partes estavam desmontadas. Mas desta vez, não fiquei tão aborrecida! Vamos aprendendo as lições e ficando mais fortes! Com paciência e determinação, segui em frente! Sempre sozinha, mas agora, parecia que tudo estava ficando mais fácil. Ainda não tenho certeza, se vai ficando mais fácil ou se nós vamos ficando mais espertos, mais experientes ou mais determinados.
Quando faltavam bem poucas peças, um sobrinho, que estava morando fora, chegou para me ajudar. Foi muito bom, ter alguém querendo ajudar! Estávamos na reta final!
Deixei as peças pretas por último, pois tenho mais dificuldade com as peças escuras, principalmente porque o pano do fundo era preto e sentia dificuldade para enxergar. Havia 189 peças pretas. Não foi fácil esta reta final, mas agora, não me sentia tão sozinha.
Não saberia explicar realmente o sentimento que me invadia neste período, pois ao mesmo tempo em que via a evolução da montagem e ficava exultante, sentia algo como uma saudade de montá-lo, uma melancolia...
Foi com um aperto no coração que o levei para enquadrar...
Mas não contei um fato muito importante!!! A última peça não encaixou no espaço que havia. O formato do espaço era igual ao da peça, com uma diferença pequena de tamanho. Não encaixou! Desmontei todos os lugares com peças pretas, procurando remanejar o lugar delas, procurando achar algum erro. Encaixei tudo de novo. De novo sobrou apenas um espaço, do mesmo formato da peça, mas não encaixou... Fiquei um tempo sem tentar de novo e quando cheguei em casa um dia, lá estava a peça, encaixada naquele lugar. Foi meu afilhado! Mas ele forçou o encaixe e a peça ficou um pouco "ferida", coitada! Mas, agora, resolvi deixar assim, pois como ela ficou deformada, nem sei se conseguiria remontar e descobrir o real lugar dela... Por isso, dei por montado o quebra-cabeças...
Chegamos numa vidraçaria da minha cidade e começamos a passar a cola especial para quebra-cabeças nele. Na hora de deixá-lo lá, sozinho, longe da minha presença, mais um pouco de aperto. No dia marcado, em que ficaria pronto, a atendente falou que não havia conseguido enquadrá-lo. Lembrei de uma prima que, certa vez, levou um quebra-cabeças e acabaram desmontando na loja e não tiveram coragem de dizer. Os funcionários da loja resolveram montá-lo sozinhos e, por isso, demoraram um século para entregá-lo. Será que o meu tinha tido o mesmo destino?
NÃO!
Comigo foi diferente! Eles perceberam que uma parte não estava bem colada e passaram mais cola. Só que usaram outra cola, que não era a especial para quebra-cabeças, e... Ele ficou todo manchado! Após ter entrado em contato para saber quando me entregariam, acabaram me contando o que houve. Ficaram muito aborrecidos, mas foram muito solícitos. Se prontificaram a comprar um quebra-cabeças igual e montá-lo para mim.

Assim termina esta história, que não teve um fim... Mas, certamente terá um recomeço! Vou aceitar, sim, que eles comprem outro quebra-cabeças, no entanto, pedirei que me entreguem para que eu monte. Afinal, precisamos sempre recomeçar e estou disposta a aceitar novamente mais desafios.
#AgoraTodasVaoEncaixar
Registros de algumas fases:








Autor: Luzia Faraco Ramos
Editora: Ática
Ano: 2001
Páginas: 64
Gênero: Paradidático- Infanto-Juvenil
Resenha por: Leila
Nota: ★★★ + 
Verão. Praia. Filipe, Nice e Rafa conhecem Zito e Marisa. Estão de férias e têm um mês inteiro de diversão pela frente. A turma participa de um campeonato de surfe, de um torneio de vôlei e de um programa de incentivo à pesquisa. Que tema escolher? Inventar uma música? Ou uma peça? Será que eles vão ganhar todas essas competições? Com tanta disputa, a amizade entre eles vai ficar mais forte ou criar problemas? "O que fazer primeiro?" é um livro da série A descoberta da Matemática. Esta coleção desenvolve conteúdos matemáticos do 6º ao 9º anos em histórias para o leitor adolescente.

Você conhece este livro? Algum dia, já precisou resolver uma expressão numérica na escola? Lembra-se de como se resolve? O que deve ser feito primeiro? E já se perguntou por que deve ser feito assim?
Garanto que ao ler este livro, você vai entender como se resolve uma expressão numérica e por que algumas operações devem ser realizadas antes de outras. Talvez você se pergunte: por que não me explicaram assim, quando estava na escola? Normalmente, o que não entendemos e apenas decoramos, torna-se pesado, cansativo e logo esquecemos, pois não conseguimos entender sua utilidade. Aqui você vai entender, pois as expressões são criadas a partir de fatos que os jovens estão vivenciando, não são apenas números ligados por sinais, mas são representações de situações que ocorreram, portanto são significativas. Além disto, as expressões vão sendo descobertas por jovens, que estão em férias e participam de um campeonato de surfe, de um torneio de vôlei e de um programa de incentivo à pesquisa. Eles discordam, paqueram, aprendem. Será que ganham  todas estas competições? Ou será que terão que aprender a perder? É uma história muito envolvente. Tenho certeza que seus jovens estudantes irão adorar! 
Por tudo isto, é um ótimo livro para ser trabalhado com sua turma. A história é ilustrada com desenhos coloridos, inclui resumos dos conceitos matemáticos, dicas e curiosidades sobre a matemática, num mini almanaque, e um encarte com atividades e desafios.
Aproveite!


Autora: Letícia Black
Editora: Novo século
Ano: 2014
Páginas: 240
Gênero: Juvenil
Resenha por: Luísa
Nota: ★★

O que você faria se descobrisse que o amor da sua vida tem relacionamentos escondidos? Essa é a história de Pam, uma garota apaixonada, que descobre que Davi, seu eterno romance, namora uma garota diferente para cada dia da semana. Ao mexer na sua agenda, ela encontra'se anotada em domingo, com a observação "uma garota que seja para sempre" e resolve mostrar a ele que ela poderia ser todas aquelas garotas numa só. Com isso, uma grande aventura doce e cheia de conflitos se segue, até que Pam descobre os verdadeiros motivos pelos quais Davi mantinha aquela peculiar rotina.
Garota de Domingo é mais uma fanfic que se tornou livro, e admito que se eu não tivesse comprado o exemplar e lido na época em que estava online no site eu teria fechado a janela no segundo capítulo. Não me levem a mal, não estou dizendo que não gostei da história ou da escrita da Letícia, já li diversas outras histórias dela e amei, mas essa em especial aborda o assunto traição e eu não consigo aceitar esse ato, muito menos ler e achar maravilhoso o ato dele, mesmo depois de saber os tais motivos que ele fala no final. 

Ao decorrer de um ano, Pam só encontrava seu namorado, Dave, aos domingos quando, de madrugada, ele aparecia em sua casa totalmente bêbado e implorando por carinhos e beijos. Na segunda-feira quando a garota acordava, nem tinha mais esperanças de encontrá-lo ao seu lado na cama, já que ele sempre fugia. Mas em uma destas madrugadas turbulentas, Pam acha no bolso do casaco de seu namorado uma agenda em que haviam anotações de "compromissos", uma garota e uma característica para cada dia da semana, nunca repetindo as meninas, o único nome igual, o seu, estava sempre no domingo, com a observação "uma garota que seja para sempre". Sabendo de todos os encontros da semana de Dave, a namorada vai em busca de seu amor, estragando todas as suas paqueras e mostrando que era todas as meninas ao mesmo tempo.

Li algumas outras resenhas em que as pessoas falaram que não teriam perdoado Dave se ele tivesse outro motivo fora o que ele deu no final. Mas gente, mesmo assim continuei achando absurdo e, falo mesmo, estava super apoiando a Pam com o paquera que ela conheceu no decorrer da história e dane-se Dave! 
Uma coisa que achei totalmente chata na história foi a personalidade da Pam, garota cadê sua atitude? Para de chorar em casa e vai dar uns tapas nesse cara e em todas as outras meninas, quem ama não trai, mulher! E quando ela decidiu aparecer em todos os encontros do "namorado", para mostrar que ela era a mulher da vida dele, ela passou a semana inteira com o cara e continuava reclamando do tempo em que eles ficam juntos, amiga você quer que Deus aumente a quantidade de horas do dia? Minha nota foi 03 estrelas e 2 corações, mas só por causa da falta de personalidade da Pam, pois amo a escrita da Letícia!

Para os meninos (SOLTEIROS) que quiseram usar a lista do Dave fica ai! hahaha

Segunda-feira: uma garota que goste de crianças ou animais;
Terça-feira: uma garota que seja intelectual;
Quarta-feira: uma garota que seja absurdamente bonita;
Quinta-feira: uma garota que seja artista;
Sexta-feira: uma garota que goste de esportes;
Sábado: uma garota que goste de sair;
Domingo: uma garota que seja para sempre. 


Autor: Luzia Faraco Ramos
Editora: Ática
Ano: 2001
Páginas: 120
Gênero: Paradidático- Infanto-Juvenil
Resenha por: Leila
Nota: ★★★ + 
Paulo é craque no futebol. Só que machucou o tornozelo e saiu do campeonato. O que não dava para imaginar é que, por causa disso, a aventura seria muito maior. Ele vai parar na Terra do Povo Pequeno, onde conhece uma garota misteriosa interessada em números decimais. Paulo também encontra uma amiga do colégio - ele queria namorar com ela, mas não conseguia vencer a timidez. Como se não bastasse, o trapaceiro Ogirep coloca os garotos na maior confusão. Aventura decimal é um livro da série A descoberta da Matemática. Esta coleção desenvolve conteúdos matemáticos do 6º ao 9º anos em histórias para o leitor adolescente.

Aventura decimal é um livro excelente para trabalhar nos 5º e 6º anos, pois conta a história de Paulo, um menino que foi adotado, que é craque no futebol e gosta de uma menina branca, mas pensa que ela não vai se interessar por ele por causa de sua cor... Só nesta primeira perspectiva, já observamos que podemos trazer para a reflexão questões como: rejeição e adoção, preconceito racial e auto-estima e a relação entre algumas profissões e a questão racial, os preconceitos e a dificuldade de acesso ao estudo universitário.
Você concorda que devemos abordar, refletir e discutir com os estudantes assuntos como estes?
Mas este livro, vai além. Ele traz um pouco da vida de Paulo, das aventuras vividas por ele ao descobrir os mistérios de uma terra nova: a Terra do Povo Pequeno, narrando aventuras e perigos provocados por Ogirep. Um livro que traz a fantasia e o imaginário.
Mas, também aborda os números decimais, associando-os com as frações decimais, tudo de uma maneira bem acessível, usando o material dourado para que o leitor possa visualizar a representação das quantidades e a realização das quatro operações fundamentais: adição, subtração, multiplicação e divisão.
Um ótimo livro para ser lido e trabalhado com sua turma. A história é ilustrada com desenhos coloridos, inclui resumos dos conceitos matemáticos, dicas e curiosidades sobre a matemática, num mini almanaque, e um encarte com atividades e desafios.
Aproveite!


Autora: Jody Revenson
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Páginas: 208
Gênero: Fantasia

Resenha por: Luísa
Nota: ★★★ + 

O Livro Das Criaturas de Harry Potter - Lançamento mundial do novo livro oficial sobre o mundo de Harry Potter. O livro das criaturas de Harry Potter mostra os detalhes da criação dos magníficos seres presentes na famosa série cinematográfica. A obra é recheada de perfis detalhados de cada criatura, raríssimas ilustrações, fotografias dos bastidores e segredos cinematográficos necessários para tirar os incríveis habitantes do mundo mágico de J.K Rowling do papel. 
Quem me conhece sabe que minha saga favorita é, sem dúvidas, Harry Potter. Eu sou completamente apaixonada pelos livros, pelo filme, pela história e por todo esse mundo mágico criado pela J.K Rowling. Se eu pudesse viver em um dos livros da minha estante, eu escolheria viver na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. 
Quando soube que seria lançado um novo livro falando um pouco mais sobre todo esse universo fiquei muito animada e tenho certeza que todas as minhas expectativas foram superadas.
Neste livro, nós conhecemos um pouco mais sobre todos os seres fantásticos citados em Harry Potter, desde as Mandrágoras até Pichitinho, uma corujinha que foi dada a Rony no livro Harry Potter e a Ordem da Fênix, animal que foi totalmente cortado do filme. 
A cada novo ser, nós temos um texto falando um pouco sobre como ele e outro, apenas contando o processo de como ele foi tirado das páginas dos livros para a tela do cinema e, em alguns casos, para miniaturas ou maquetes da vida real. Temos também alguns esboços de como eles imaginaram.
Uma coisa que eu achei bem interessante foi que a cada tópico eles inseriram uma "ficha de curiosidades", com informações, por exemplo: quando ele apareceu na história, onde e até mesmo um breve trecho dos livros com a descrição da autora. 
Acredito que não tenha que comentar nada sobre a capa e a diagramação do livro, pois ambas estão maravilhosas. A Galera Record sempre é muito caprichosa com os livros. É uma das coisas que mais gosto nessa editora. A capa, além de ser dura, é em alto-relevo, as partes em roxo escuro são mais baixas e isso o deixa bem gostoso de tocar. 
A minha nota é 5 estrelas e 3 corações. O livro está maravilhoso! 


assassination_classroom_manga_capa_panini_volume_1Autora: Yusei Matsui
Editora: Panini
Ano: 2014
Páginas: 186
Gênero: Juvenil
Resenha por: Luísa
Nota: ★★★ + 

Setenta por cento da lua desapareceu! O culpado por tal atrocidade é um alienígena com forma de polvo que promete explodir também a terra em um ano. Enquanto isso ele irá ser professor de uma turma E da escola Kunugigaoka e no acordo feito com o governo promete que nenhum aluno seja ferido. Para evitar então que a Terra chegue ao seu fim o governo coloca uma responsabilidade enorme na mão desses alunos: matar o seu professor

Ok, esta será a primeira resenha de um mangá no blog, e confesso que ainda não sei muito bem por onde começar, já que é o primeiro mangá que li. Meu irmão, que adora ler mangás, pediu para que eu lesse e contasse para ele o que eu achei, mas decidi compartilhar aqui as minhas impressões sobre a história.
No início eu estava totalmente perdida, não só por folhear as páginas de trás pra frente e ler os balõezinhos da direita para a esquerda (minha maior dificuldade), mas pela história começar completamente confusa. Não sei se é por eu não estar acostumada a ler mangás, mas eu achei que não teve uma "introdução" da história, começou e terminou do mesmo modo e com as mesmas informações. Um alienígena que explodiu a Lua e diz que irá fazer o mesmo com a Terra mas por um ano irá dar aulas para alunos da turma E, dando a eles várias chances de matá-lo antes. Na segunda cena, quando todos os alunos levantam de suas cadeiras e falam que são assassinos, eu fiquei meio que: "MAS O QUE????". Mas é claro que depois acostumei com todo esse enredo.
É com certeza uma história que eu recomendo, pois às vezes, sinto que leio sempre os mesmos gêneros e sair da minha zona de conforto foi bem divertido. O mangá, além de ser super misterioso por nos fazer questionar várias coisas sobre a vida do Koro-Sensei (este foi o jeito que os alunos nomearam o alienígena, significa "professor imatável"), "como ele chegou na Terra?","por que ele explodiu a Lua?","por que ele quer explodir a Terra?", e outras diversas perguntas, ainda tem um quê de comédia, eu, pelo menos, achei o professor muito divertido. 
Uma coisa que gostei bastante é que a cor dele muda de acordo com os sentimentos dele, e isso é bem legal, quem não gostaria de ficar com a cara vermelha quando está irritada? Isso com certeza afastaria algumas pessoas quando queremos ficar sozinhos. 
Outra coisa bem interessante sobre este mangá é que "revolucionou" a indústria brasileira, já que normalmente as capas das histórias são desenhos sobre um fundo branco, e as capas desta coleção são todas bem coloridas e chamativas. 
Minha nota é 4 estrelas e 1 coração.