Autor: Luzia Faraco Ramos
Editora: Ática
Ano: 2001
Páginas: 104
Gênero: Paradidático- Infanto-Juvenil
Resenha por: Leila
Nota: ★★★ + 
Milena não gostou nada da ideia de receber um hóspede bem nas férias de verão. E ainda teria de dormir na sala! Mas, quando Alexandre chega, sua opinião muda radicalmente. Além de simpático, ele é interessante... e sabe muito de Matemática, bem a matéria que Milena tem dificuldades. Agora ela espera que Alexandre fique mais do que um verão! História de sinais é um livro da série A Descoberta da Matemática. Esta coleção desenvolve conteúdos matemáticos do 6º ao 9º anos em histórias para o leitor adolescente.
Tenho certeza que os estudantes irão adorar este livro!  Além da história de sinais, ele narra quando Milena, uma menina de 13 anos, apaixona-se por Alexandre, um rapaz de 20 anos que é filho de uma amiga de sua mãe. 
Milena não era muito boa em Matemática  e Alexandre estava se candidatando a uma vaga de professor desta disciplina, numa escola de sua cidade. Alexandre hospeda-se na casa de Milena e começa a desafiá-la com cálculos envolvendo números inteiros, mas ele o faz relacionando este conteúdo à sua vivência e Milena consegue resolver tudo facilmente. Milena começa a gostar destes momentos, pois pode ficar bem pertinho de Alexandre. O rapaz também começa a se apaixonar por Milena, mas fica temeroso, pois não quer ser visto como um aproveitador. Afinal, ele está hospedado na casa dos pais de Milena e é 7 anos mais velho que ela...
Milena leva Alexandre a alguns lugares, para mostrar um pouco da cidade para ele. O clima entre os dois vai esquentando e numa noite, quando estão no mirante da cidade, acabam se beijando.
Em meio ao romance dos dois, o livro mostra os números inteiros e as 4 operações básicas com eles, além de expressões. Como tudo é relacionado com a prática, facilita o entendimento e não é necessário decorar as regras dos sinais. O livro ainda possui um mini almanaque e um encarte com atividades suplementares.
Voltando a história do casal, Alexandre recebe uma proposta de emprego, numa empresa, da sua cidade natal. Ele arruma sua bagagem e parte, deixando apenas um bilhete de agradecimento pela acolhida.  Isto acontece um pouco antes do dia do baile de debutantes, evento em que Milena estava se preparando para ir com ele...
Como será o fim desta história?
Não deixem de ler este livro!!!



3 Comentários

  1. Recentemente, filho (12) de uma amiga de trabalho, teve na sua escola a indicação do referido livro para aula de matemática, como leitura complementar da disciplina. Ele questionou o livro para a Professora dizendo que não iria ler determinado trecho do livro em sala de aula por não se sentir bem com a história do abordado pelo livro, afirmando ser um livro com conteúdo em que é um exposto uma situação de abuso ao menor, infelizmente foi retirado de sala de aula e mandado para coordenação por ter razão.

    Conversando com minha amiga pedi pra que ela me passasse o título do livro e o autor para que eu pudesse ler e entender a história do mesmo.

    Realmente a história contada no livro incute, uma ideia de relação normal entre uma pessoa adulta de 20 anos e uma criança de 13 anos, o que no meu ponto de vista é uma relação de pedofilia, abuso e exploração de um menor. A história do livro vê isso como uma relação natural, o que na verdade não é e vai de encontro ao Estatuto da Criança e do Adolescente Lei Nº 8.069 Art. 5º.

    Tal livro mostra a premissa básica do abuso e exploração de menor de idade "Ocorre abuso sexual de crianças e adolescentes quando estes indivíduos em formação são usados para gratificação sexual de pessoas geralmente mais velhas, em um estágio de desenvolvimento psicossexual mais adiantado.", no momento em que os personagens da história se beijam em um ambiente claramente as escondidas.

    O livro aborda a história com tamanha naturalidade da autora do livro colocar a mãe da personagem principal como conivente da relação da sua filha.

    Não vejo como um livro que deva ser usado como parte da formação de crianças, porque ele sugestiona uma prática da qual sou extremamente contra e que é reforçada por nossa legislação. É nosso dever como pais proteger nossas crianças como é redigido no texto da nossa Constituição Federal no Art. 227 - É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
    Parágrafo 4º - A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente.

    O Código Penal, ainda prevê pena ainda mais dura quando o menor, vítima da exploração, é menor de 14 anos.

    Claramente este livre tem uma inversão de valores e não podemos deixar que isso seja implantado na mente dos nossos filhos. Achei a atitude do filho da minha amiga muito louvável e demonstrando um grande caráter por parte dele. Parabenizo ela pelos valores que ela tem passado para ele na sua educação.

    Quanto a escola, infelizmente me decepcionei com a atitude da professora e da coordenação, por achar que o livro passa uma situação natural do nosso cotidiano, o que na verdade não é e por achar que a escola é inquestionável e soberana na formação dos nossos filhos. Totalmente errada e o ensino deve ser questionado sim para que seja melhorado cada vez mais.

    Sou pai e me preocupo com a formação dos meus filhos.

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    1. Entendo sua colocação e preocupação, no entanto sou a favor de levantar questões como estas na Escola também. Por que não ler o livro e refletir, além das questões didáticas, dos números inteiros, a pedofilia, o abuso e a exploração sexual?
      Sou mãe e professora e posso afirmar que, muitas vezes, senão na maioria, quem descobre e alerta a família sobre problemas como este são os professores(as).
      O trabalho com este livro pode ser ótimo, só depende de como será conduzido, pois precisamos ter o cuidado de adaptá-lo a turma. O Conselho Tutelar e o Conselho da Criança e do Adolescente, por exemplo, podem ser parceiros neste trabalho. Na minha cidade, contamos com eles, com o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e com o Centro de Estudos Psicológicos (CEP-Rua/FURG), que têm todo o jeito e a didática para abordar estes assuntos com os estudantes.
      O que não adianta é silenciar, não falar dos problemas que existem, como se isto fosse uma solução para eles...

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  2. Também achei um absurdo esta autora relatar tamanho constrangimento no fato de ter um relacionamento com um homem de 20 anos que USA a matemática para ter uma relação mais intima da menina de 13 anos ( ninfeta).. deve ser esta linha de pensamento socialista/marxista de exploração de menores como em Cuba.. deploravél

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